sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Momentos.

         
     Você Já se sentiu perdido sem saber o que fazer? Como andar numa encruzilhada, numa noite de inverno. Onde o frio é inteiramente insuportável. O escuro é intocável. E a lua é a única companheira que você tem. Já se sentiu perdido a ponto de querer sumir e nunca mais retornar? Já olhou para trás e viu quantos ficaram e você seguiu? Já achou que tudo estava dando certo. Quando por trás do sorriso. Tudo dava errado.
    Há momentos na vida. E às vezes esses momentos, são exatamente isso. Momentos. Você amou tão ferozmente.  Que não enxergou a verdade. Viveu intensamente o momento. Que se esqueceu das conseqüências. Sorriu Tão verdadeiramente.  Que não conseguiu pensar na lagrima que escorrera pelo seu rosto a momentos atrás.  Fez escolhas erradas e acertou. Fez escolhas certas e errou.
   Sentiu-se em um labirinto. Andava e andava. E sempre voltará ao mesmo lugar. Você achou que de certa forma. O mundo acabou. Onde na verdade ele acabara de recomeçar.
  Não se arrependas por ter amado. Só não prolongue o sentimento que não é seu. Ame. Viva. E acredite em si mesmo. Você. É a sua única certeza.


sábado, 11 de setembro de 2010

Estivemos Aqui.

Às vezes parece que foi ontem. Formando-se no Vital Gonçalves, dizendo adeus. Aquela sensação que você tem aos 13 ou 14 anos, que ninguém nesse mundo esteve tão próximo... Amamos tão ferozmente... Rimos com tanta vontade... Ou importaram-se uns com os outros. Não precisamos dizer adeus, tudo vai ficar bem. Nada vai mudar. Seremos amigos pra sempre. Temos certeza disso. Daqui a 4 anos estaremos de volta ao Vital para agradecer aos professores e mostrar o quanto crescemos e amadurecemos. Já teremos terminado o ensino médio, aonde quer que tenha sido. Mas sempre teremos a certeza de que estivemos ali. De que fizemos a diferença. Às vezes parece que foi ontem, e às vezes parecem as lembranças de outra pessoa. Nesse terrível abismo em que achamos que caímos, onde nada se encaixa e onde sempre tentamos culpar a ausência do Vital. Eu não preciso dizer o quanto os amo, porque não existem palavras que descreva tal sentimento.Talvez não tenha sido ontem. E talvez tenha sido.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Em Memória.

Já imaginou como as coisas seriam se você não fosse mais você mesmo? Se derrepente você sumisse, como o mundo reagiria? Seja La o que você imaginava, saiu errado. Não há nada de romântico na morte. O pesar é como o oceano. Profundo, sombrio e maior que todos nós. E a dor é como um ladrão no meio da noite. Ele era um grande homem, grande filho, um pai, um marido, um colega de trabalho, um amigo. Eu não o conhecia bem. E acho que agora nunca poderei conhecer. A dor é como um ladrão na noite. Silenciosa, persistente e injusta. Diminuída pelo tempo, pela fé e pelo amor. Eu não o conhecia bem, mas percebo o quanto a falta dele afetou aqueles que o conheciam. Então sei que ele importava para as pessoas. E sei que ele foi amado.